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belemnite é o fóssil do rostro interno de um antigo cefalópode marinho que viveu durante o Jurássico Inferior, há aproximadamente 195 milhões de anos. Este exemplar foi encontrado em Lyme Regis, na Costa Jurássica de Dorset, Inglaterra, uma das regiões fossilíferas mais importantes do mundo e reconhecida como Patrimônio Mundial da UNESCO.

Embora frequentemente sejam confundidas com conchas, as belemnites eram parentes próximos das atuais lulaspolvos e sépias. Diferentemente das amonitas, possuíam um corpo hidrodinâmico e um esqueleto interno calcítico conhecido como rostro, estrutura responsável pelo equilíbrio durante a natação e a única parte que normalmente se preserva no registro fóssil.

Esses animais eram rápidos predadores dos mares jurássicos, alimentando-se de pequenos peixes, crustáceos e outros invertebrados. Seu corpo possuía tentáculos para capturar as presas e um sifão que permitia a propulsão a jato, um mecanismo de locomoção ainda utilizado pelos cefalópodes modernos.

Os sedimentos marinhos de Lyme Regis preservaram milhares de belemnites juntamente com amonitas, peixes, ictiossauros, plesiossauros e inúmeros outros organismos, oferecendo uma das mais completas janelas para os ecossistemas marinhos do Jurássico. As constantes erosões das falésias continuam revelando novos fósseis, mantendo viva a tradição paleontológica iniciada por Mary Anning no século XIX.

Mais do que um simples fóssil, uma belemnite representa um antigo predador que percorreu os mares da Terra há quase 200 milhões de anos. Seu rostro preservado registra a evolução de um grupo de animais que sobrevive até os dias atuais na forma das lulas, polvos e sépias, tornando esta peça um elo fascinante entre o passado e os oceanos modernos.