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Quenstedtoceras é uma elegante amonita piritizada proveniente de Tidmoor Point, próximo a Weymouth, no condado de Dorset, Inglaterra. Viveu durante o Jurássico Superior, há aproximadamente 160 milhões de anos, quando a região fazia parte de um vasto mar tropical que cobria grande parte da Europa Ocidental.

Pertencente ao grupo dos cefalópodes, a Quenstedtoceras era parente distante dos atuais náutilos, lulas e polvos. Sua concha espiralada era dividida em câmaras preenchidas por gás, permitindo controlar sua flutuabilidade enquanto nadava em busca de pequenos peixes, crustáceos e outros organismos marinhos.

O grande destaque desses exemplares é o processo de piritização, uma forma rara de fossilização em que a matéria original da concha é parcialmente substituída ou revestida por pirita (FeS₂). Esse fenômeno ocorre em ambientes pobres em oxigênio e ricos em ferro e enxofre, preservando com extraordinária fidelidade detalhes da ornamentação da concha e conferindo ao fóssil um marcante brilho metálico dourado.

Os depósitos jurássicos de Tidmoor Point são conhecidos entre colecionadores pela qualidade de seus fósseis marinhos, especialmente amonitas preservadas em concreções argilosas. Nessas condições, delicadas costelas, suturas e outras estruturas da concha permanecem preservadas após cerca de 160 milhões de anos, tornando cada exemplar um registro excepcional da vida marinha jurássica.

Muito mais do que um belo fóssil, uma Quenstedtoceras piritizada representa a combinação de dois processos naturais extraordinários: a evolução de um antigo cefalópode nos mares jurássicos e uma fossilização incomum que transformou sua concha em uma verdadeira obra de arte mineral, fazendo dessas peças algumas das amonitas mais apreciadas por colecionadores em todo o mundo.