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A Arnioceras é uma das amonitas mais emblemáticas do Jurássico Inferior, tendo vivido há aproximadamente 195 milhões de anos, durante o Sinemuriano. Estes exemplares foram encontrados em Lyme Regis, no condado de Dorset, Inglaterra, uma das mais célebres localidades fossilíferas do mundo e parte da histórica Costa Jurássica, reconhecida como Patrimônio Mundial da UNESCO.

As amonitas pertenciam ao grupo dos cefalópodes, sendo parentes distantes das atuais lulas, polvos e náutilos. Sua concha espiralada era dividida em câmaras preenchidas por gás, permitindo controlar a flutuabilidade enquanto nadavam pelos mares em busca de pequenos peixes, crustáceos e outros invertebrados.

Os exemplares juvenis de Arnioceras, como estes, são especialmente interessantes por preservarem os primeiros estágios de desenvolvimento do animal. À medida que crescia, a amonita construía novas câmaras em sua concha, registrando em sua espiral toda a sua história de crescimento. Esses fósseis permitem aos paleontólogos compreender o desenvolvimento ontogenético da espécie e as mudanças ocorridas ao longo de sua vida.

Lyme Regis é mundialmente conhecida por seus fósseis excepcionalmente preservados e pelas descobertas realizadas por Mary Anning, uma das figuras mais importantes da história da paleontologia. A erosão constante das falésias continua revelando novas amonitas até hoje, tornando a região um verdadeiro laboratório natural para pesquisadores e colecionadores.

Mesmo em tamanho reduzido, estas pequenas Arnioceras preservam todos os elementos que tornaram as amonitas um dos grupos mais bem-sucedidos dos oceanos mesozoicos. Cada exemplar representa um jovem cefalópode que viveu nos mares jurássicos há quase 200 milhões de anos, oferecendo uma rara oportunidade de observar os primeiros estágios de vida de um dos fósseis mais icônicos da história da Terra.