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As obsidianas mogno de San Martín de los Andes se formam a partir de lavas riolíticas ricas em sílica associadas ao vulcanismo andino da Patagônia. O resfriamento extremamente rápido dessas lavas gera um vidro vulcânico amorfo, sem estrutura cristalina, enquanto a coloração característica em tons de marrom avermelhado e negro resulta da presença e da distribuição heterogênea de óxidos de ferro dentro da massa vítrea. Essas variações químicas criam faixas, manchas e contrastes que lembram madeira polida, origem do termo mogno usado para descrever esse tipo de obsidiana.

Do ponto de vista geológico, a região de San Martín de los Andes está inserida em um contexto de vulcanismo explosivo relativamente recente em escala geológica, ligado à subducção da placa de Nazca sob a placa Sul Americana. As obsidianas mogno registram pulsos distintos de extrusão de lava, mudanças rápidas de temperatura e diferenças locais na oxidação do ferro, funcionando como um verdadeiro arquivo físico da dinâmica vulcânica patagônica.

Para o colecionismo científico, essas obsidianas são especialmente interessantes porque permitem observar claramente como pequenas variações químicas influenciam a aparência final de um vidro vulcânico. São materiais didáticos, esteticamente marcantes e representativos de um dos ambientes vulcânicos mais ativos e bem preservados do sul da América do Sul, conectando diretamente mineralogia, vulcanologia e história geológica da Patagônia argentina.