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Fatia de meteorito Muonionalusta, Suécia, descoberta em 1906.

O Muonionalusta é um dos meteoritos de ferro mais antigos já estudados, pertencente à classe dos octaedritos finos do grupo químico IVA. Essa classificação indica uma estrutura interna formada principalmente por uma liga natural de ferro e níquel que se organizou lentamente no interior de um núcleo metálico de asteroide primitivo. O termo octaedrito refere se ao modo como os cristais metálicos se organizam em um padrão geométrico tridimensional, enquanto a designação fino indica que as lamelas metálicas são mais estreitas e delicadas, resultado de um resfriamento extremamente lento ao longo de milhões de anos. O grupo IVA representa uma família específica de meteoritos com composição química semelhante, formados em um mesmo corpo parental metálico no início do Sistema Solar.

Quando uma fatia de Muonionalusta é polida e atacada com ácido, revela o famoso padrão de Widmanstätten, uma estrutura cristalina natural impossível de ser reproduzida artificialmente. Esse padrão surge da separação lenta de duas ligas metálicas, a kamacita e a taenita, durante o resfriamento do núcleo do asteroide. Esse processo ocorreu em uma escala de tempo gigantesca, com quedas de temperatura de poucos graus a cada milhão de anos, permitindo que as placas metálicas crescessem e se organizassem em um desenho geométrico único. Cada fatia apresenta um padrão próprio, como uma impressão digital cósmica, registrando o tempo profundo e a história térmica do corpo que lhe deu origem.

Encontrado no norte da Suécia e conhecido desde 1906, o Muonionalusta é um testemunho direto da formação dos primeiros planetesimais. Suas fatias são altamente valorizadas por colecionadores e pesquisadores por exibirem com clareza essa arquitetura interna do ferro extraterrestre, revelando não apenas a beleza do metal cósmico, mas também um fragmento intacto do núcleo de um mundo que existiu há mais de 4,5 bilhões de anos.